• Gustavo Heer e Letícia Albernaz

Sensoriamento remoto em áreas urbanas



O que é o Sensoriamento Remoto?

Sensoriamento Remoto pode ser definido como um conjunto de tecnologias e técnicas que permitem a obtenção de informações sobre uma determinada área ou fenômeno terrestre, sem a necessidade de estar presente fisicamente no lugar de estudo para a obtenção dos dados.

Pode-se dizer que esse conjunto de técnicas teve início juntamente com a invenção da primeira máquina fotográfica, como mostra a figura abaixo, quando foi possível a obtenção de imagens aéreas por meio de balões de ar quente. Dessa maneira, já era possível o reconhecimento de áreas, juntamente com a confecção de alguns mapas.

Figura: ‘Visão da janela em Le Gras’, de Joseph Nicéphore Niepce. Retirada de g1.globo.com.


A técnica se consolidou ainda mais durante a primeira guerra mundial, já que tornou possível o mapeamento de territórios inimigos, facilitando assim a elaboração de planos de ataque sendo hoje em dia utilizada, principalmente, no estudo acadêmico e na obtenção de informações para a criação de tecnologias derivadas.


Técnicas e metodologias aplicadas

Ao se trabalhar com sensoriamento remoto devemos compreender como funciona a obtenção das imagens e como devemos utilizá-las para alcançar um estudo de boa qualidade.

O sensoriamento remoto pode ser classificado em 3 categorias:

  • Terrestre;

  • Sub-orbital;

  • Orbital.

O mais utilizado hoje em dia é o método orbital, que tem como base as imagens geradas por satélites orbitando a Terra, aplicativos como Google Earth utilizam dessa tecnologia já que são imagens de boa qualidade e com um alcance mundial, obtidas de satélites como: Landsat, Sentinel, Meteosat, SPOT.

Atualmente a maioria dos mapas digitais são elaborados utilizando as imagens adquiridas por sensores remotos, e posteriormente trabalhadas em softwares GIS (Geographic Information System) que são ferramentas que nos permitem fazer o layout dos mapas, tratamento de imagens e vetorização, além de possuírem complementos que geram curvas de nível, levantamento 3D. Os softwares mais utilizados são ArcGIS e QGIS.


Impactos no cotidiano

O lançamento dos satélites na órbita do planeta facilitou diversos âmbitos da vida urbana, por exemplo, os aplicativos de delivery e transporte utilizam as informações fornecidas pelos satélites, permitindo a identificação de ruas, quadras e bairros das cidades. Além do mais, graças a junção desse advento com o GPS, hoje é possível rastrear viagens e entregas.

Outra área que passou por um intenso desenvolvimento graças ao sensoriamento remoto é a meteorologia, sendo possível hoje identificar e prever tufões formando-se nos oceanos, atividades vulcânicas, formação de nuvens e deduzir as consequências climáticas desses eventos.


Como a Cráton pode te ajudar?

Durante todos esses 6 anos de experiência, a Cráton já realizou diversos serviços que possuíam como principal pilar o Sensoriamento Remoto. Em nossa carta de serviços, podemos destacar o Georreferenciamento e a Confecção de mapas por geoprocessamento.

O serviço de georreferenciamento é obrigatório para qualquer tipo de imóvel, sendo ele rural ou urbano, visando sempre atender a legislação dos órgãos federais e municipais, que exigem em sua escritura as coordenadas geográficas do imóvel.

O projeto “PETo”, realizado em outubro de 2020 teve como principal objetivo o georreferenciamento e levantamento topográfico do Parque Ecológico Tororó em Brasília-DF. Para realizar o serviço, além de contar com profissionais altamente gabaritados e qualificados, utilizamos o método de levantamento por GNSS.

A confecção de mapas também é um serviço muito importante para melhor compreensão espacial de áreas de interesse. Dessa maneira, a identificação do relevo, hidrografia, distribuição e tipos de solo, identificação de biomas, crescimento metropolitano, de redes de transporte, entre outros fica mais evidente.

Um exemplo desse conhecimento aplicado foi o nosso projeto “Bela Vista”, no qual elaboramos uma série histórica da propriedade do nosso cliente, ou seja, fizemos um vídeo mostrando imagens de satélite de 2016 até 2021 do mesmo local, que mostravam o avanço de construções irregulares (invasões) no terreno do cliente. Tal trabalho pôde ser apresentado como prova para contestar a área em um processo judicial.

Outro projeto realizado na área, foi o Projeto “Itaipuaçu”, que tinha como principal objetivo o mapeamento de todos os lotes, ruas e comércios do bairro de Itaipuaçu, localizado em Maricá - RJ. Para isso, foi necessário uma grande pesquisa bibliográfica da área de estudo, com imagens de satélite em alta definição. Todo o processamento dos dados foi feito por meio de softwares de GIS, pelos nossos profissionais. Ambos os serviços citados tiveram ótimo índice de satisfação dos clientes, e conseguiram chegar nos resultados esperados.


O sensoriamento remoto é necessário!

Podemos concluir que o sensoriamento remoto foi um dos avanços mais importantes da ciência, já que, por meio dele, é possível compreender melhor o mundo em que vivemos. Por mais que tenha tido um nascimento voltado às tecnologias militares, hoje em dia tal tecnologia já está completamente difundida em nossa sociedade, desde a confecção de grandes mapas de agências imobiliárias até o aplicativo de delivery.

A Cráton conta com um time de profissionais especializados em sensoriamento remoto e geoprocessamento prontos para te auxiliar no que for necessário. Faça um orçamento sem compromisso clicando aqui!

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